Relato de uma alegria, ou Forró ShivaShakti

15.fev.2017

Tô há quase 3 meses vivendo uma vida devocional no ashram da Amma, no sul da Índia (nos últimos 22 dias estivemos numa peregrinação de abraços com ela e voltamos ontem). Tem sido uma forte vivência, pela qual sou muito grata pra sempre. O ashram é lindo, entre o rio e o mar, e por aqui passa muita gente querida. Descubro tesouros de um yoga verdadeiro. Aumenta minha sabedoria, se diluem minhas limitações e me sinto uma criança da Deusa. A Amma é mesmo uma encarnação da pura consciência da Mãe do Universo. Só conhecendo pra compreender. Mas confesso que, pra minha alma selvagem, a vida monástica é demasiado cheia de regras. Sinto falta dos nudismos arco-íris da América do Sul e de uma expressão sensual mais espontânea. Só que meu amor pela Amma cresce tanto que, cada vez mais frequentemente, esqueço das reclamações e me sinto no melhor lugar do mundo (aqui e agora) e fico, fico e fico feliz. Outro dia, ela falou que as pessoas têm medo da espiritualidade, pois pensam que há de se fechar a todos os prazeres do mundo. E que isso não é verdade, que a espiritualidade inclusive nos ajuda a aproveitar melhor cada momento da vida (ainda que a felicidade não venha dos prazeres do mundo, mas sim da comunhão com a Ser). Que a única coisa que perdemos ao seguir um caminho espiritual é o ego. Hoje tive uma prova disso. Depois de cantar com ela os lindos bhajans (canções devocionais), comprei um chocolate vegano (feito aqui) e fui oferecer um pedaço pra uns amigos que estavam tocando música ao pé duma árvore. Daí um moço recém chegado aceita um pedaço e descobre que sou brasileira. Ele, apaixonado pelo Brasil, começa a tocar uns forrós dos melhores. E eu danço felizassa, sozinha (ando adquirindo o costume de dançar mesmo quando ninguém dança, sem ligar pro que podem pensar). Depois danço com uma amiga das Ilhas Canárias, tratando de ensinar os passinhos. Que alegria. Daí o moço ensina o ritmo pro pessoal que tava tocando e me tira pra dançar um forró dos muuuito bons ao pé da Banyan Tree. Ai, que saudade que eu nem sabia que tava de dançar forroooó! Fiquei tão contente! Então percebo que quanto mais me entrego pra Mãe Divina na forma dessa Satguru impressionante que a Amma é, mais ela me mostra que chega a mim tudo o que necessito, sem que eu precise me preocupar. Gratidão forró, gratidão belezas da vida. Jay Jagadambe Ma

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