Andou Poesia

21.set.16

Há 12 anos Felipe Carvalho e eu nos reencontramos belos e puros, performer amigo irmão mãos montanha, e sempre ficamos amigos que desaparecem e aparecem coloridos poemas. E hoje nos encontramos de novo. Lembrei e achei essa poesia que escrevi de uma performance dele, em 2006: "Hoje no espaço do campus pampulha da universidade federal de minas gerais, estado brasileiro entre o sertão e a mata do mar, andou poesia. Que é uma poesia? Andava no meio de um corredor de pressa humana, terrível pressa decorações descompassados. Avenida importante... com canteiro de palmeiras imperiantes bem muito cuidado por jardineiros invisíveis pelos olhos que passam. Nas universidades, as plantas são, naturalmente, ordenadas, ora! Pois no centro do lugar que pretende ser o caminho do progresso andava a poesia arcaica, audaciosa. Andava de branco e olhava pro chão! Dizia todas as cores: explosão silenciosa de dor calma. A poesia equilibrava a enchada como se levasse o sagrado nos ombros e pisava descalça na terra gramada... não! pisava em uma deusa encorajante. Um relógio esférico lento escorrendo dentro de outro desarmoniosamente acelerado. Imagina poesia, imundamente tranquila, parecia ser poema independente!: desprezado pelas pastas que passavam, se tornava ainda mais arte, soledarte. Mas atrás das pastas, a arte licuava, escorrendo... Chapéupalha e enchada no componês gritantemente letárgico, o movimento-fogo do homem, a terra-amor. Um bolha arrebentou hoje na capital de Minas Gerais."

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