Amor Livre

Descobri algo libertador. Compartilho. Sou essencialmente generosa. Não sei se todo mundo vai poder compreender, mas se eu posso isso basta. Ai que bom. Vem: Sou um ser completo. Ai meu Deus que delícia. Posso viver muitíssimo pacífica e dignamente me permitindo amar a tal ponto que nem ciúmes terríveis precisarei ter mais. (E se tiver esse tipo de engano alguma outra vez boba a natureza transformará em adubo pra humildade.) Os maiores sofrimentos que já tive nessa vida foram por reprimir meu amor em qualquer nível que seja a ponto de querer colocá-lo num container institucional protegido da possibilidade de rejeição ou num container de ideais paralisante. Ridículo. O amor deixa de ser quando aprisionado. Ele só flui só flui imortal e impermanente deixando os mais belos resíduos. Ai que liberdade é permitir o fluxo libido se distribuir pelo dia a dia criando compaixão sorriso e beleza. O amor passa em mim e esse é meu trabalho: me purificar no yoga muito devocional e disciplinada musical todos os dias dos lixos do mundo e me abro pra beleza. Me relaciono com entrega justo porque o amor vive em mim. Aceito a realidade. Muito além de ser homem ou mulher, mono ou poligamica, casada ou solteira, nua ou vestida de seda ou de retalho, dama ou vagabunda, famosa ou anônima, hetero ou tri, visível ou invisível. Tanto amor dançando em mim que vou continuar me apaixonando intensamente por seres também completos que despertam em mim essa visceralidade selvagem maravilhosa pacífica de divino animal vegetal em diamante. Com compaixão. Com um fio vertical de consciência de desapego que me leva pra uma dissolução constante que é Shiva. E com um corpo que dá forma pra isso tudo. Nada de errado com minha natureza sedutora sensual lascívia como de uma flor ou de onça que tanto já tentaram ou tentei reprimir. Nada de errada em expressar libido néctar de beleza. Elegante calma ou às vezes furiosa. No fundo sou muito pacífica. Tudo certo em dar os mais lindos presentes, abraços, poesias, olhares profundos, massagens, oráculos, orgasmos genitais integrados cardíacos cósmicos, lambidas, silêncios de presença, suspiros, delicadezas, respeitos, desabafos, lágrimas, gargalhadas de bruxas coloridas, flores brancas de mil pétalas. Tudo certo nesse exibicionismo. Eu compreendo. Abelhas. Toques. Limites. O que Deus quiser que seja dado e recebido deve ser dado e recebido. E celebrado. E flui como a nascente do Ganjes, como a dança da Kali, como o rio amazonas, como a chuva de Belém, cachoeiras de Minas, como os abraços da minha amadíssima mestra Amma a quem devo em gratidão profunda todo esse desabrochar. O amor flui por todos os poros do ser que Eu Sou. E eu expresso. Eu recebo eu entrego Eu Sou na verdade essa dança maravilhosa que é viver. E me amando assim não me escravizo deixando de me expressar pra que alguém por favor me ame. Recebo o amor que o universo me dá em infinitas formas (ah que bom o abraço da Amma que Ela inventou). E aceito fazer parcerias lindas eternas e efêmeras quem sabe por quanto tempo confio que Deus proverá com o pricipal propósito de -além do muito prazer e da dor- servir a liberdade de todos os seres, da minha amada Terra que é Shiva e Shakti inseparáveis. Viva a meditação. Viva o Tantra. Om Om Om

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