Amma em Barcelona

Fiquei de dezembro de 2017 a outubro de 2018 sem ver a Amma fisicamente, e muitas vezes sem sentir ela no coração também. Foi um ano em que muitas dores vieram à tona. Isso me causou uma profunda saudade dela. Em meio a tantas


a dor causada pela aparente ausência do Mestre faz parte do "tratamento" da Amma, pois ela nos impulsiona a buscar mais pela cura, pela meditação, etc. Sentir saudade do mestre não é uma fraqueza, mas um chamado que acaba te ajudando a queimar um pouquinho do ego e voltar mais humilde e aberto pro Guru. Mas muita gente não entende isso, e eu, no meu ainda vicio de querer ser amada ou compreendida por todos, gastei bastante energia esse ano tentando fazer as pessoas validarem minha vontade de viver com a Amma. Mas como poderiam, se não a conhecem?

Em outubro, logo antes das trágicas eleições no Brasil, com a qual também gastei bastante energia, viajamos pra Espanha pra seguir a Amma em alguns programas que ela fazia na turnê pela Europa. O primeiro, em Barcelona.

Chegamos um dia antes do programa começar. Tão lindo ver tantos voluntários trabalhando em cooperação, pra montar o espaço onde Amma abraçaria a mais de 20 mil pessoas em 3 dias. Ajudamos um pouco. Cansados com o fuso-horário, deitamos um pouco nuns bancos do centro esportivo que acolhia a tudo isso. Houve um momento que senti de me levantar.

E vi que havia umas pessoas se juntando num canto, e fui. E estavam era esperando a Amma passar. Ela estava chegando. Me coloquei ao lado das pessoas, que formavam um corredor humano do meio do qual a minha Amada passaria. E esperei. Nem lembro se cantavam "Om Namah Shivaya" todos juntos. Acho que sim. Não sei por quanto tempo.

E a Amma chegou. E caminhava por esse corredor como uma flor branca caindo do céu, como que embalada pelo vento dos devotos que a saudavam, indo de um lado a outro.. Eu paralilsada pela beleza desse ser. Extasiada. E ela se aproximou de mim, e me deu a mão. Não sei por quanto tempo, mas pareceu muito. Fiquei ali, intraduzível estado.

Depois ela seguiu o caminho e me desabavam lágrimas. Lágrimas que vinham desse lugar profundo mesmo, sei lá. Como que do fundo do poço. Lágrimas que me davam um banho de alívio pelas dores dos meus mundos. E chorei por um tempo, meio tremendo, meio em êxtase.

E me veio uma imagem: eu subindo uma montanha havia caído e me machucado. E Amma chegava, me dava a mão, e me ajudava a me recompor, me colocava de volta no caminho. Como uma Babaji nos Himalayas. O ser mágico e infinito que ela é.

Como explicar a beleza do Guru pra quem nunca experimentou isso? Como lamentar o apego à única coisa nesse mundo que nos faz bem de verdade? Que meu apego à Amma cresça mais e mais, pois é o meu apego à verdade, à humildade, ao amor incondicional que no fundo sou eu.

Jay Ma


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